Brasil Colônia, Bandeirantismo e Mineração

Brasil Colonia, bandeirantismo e mineiração

Brasil Colônia, Bandeirantismo e Mineração

Vamos falar de Brasil Colônia? A série de colônia voltou à tona com o apoio do Studio.

O assunto agora é Bandeirantismo e Mineração.

O processo se inicia na capitania de São Vicente, uma das que “deram certo” no começo do processo colonizatório, porém devido à má gestão e a distância com o restante da produção da cana de açúcar na colônia, a região, que hoje é localizada em Minas Gerais, começa a ter outros tipos de atividades econômicas.

Brasil Colônia e os Bandeirantes

Os bandeirantes começam a partir do século XVII algumas expedições para o interior, a princípio com as chamadas Bandeiras de Apresamento voltadas para a captura de indígenas, dessa forma, entraram em conflito com as Missões Jesuíticas que tinham o objetivo de catequizar os nativos.

Existiram outros objetivos atrelados as Bandeiras como:

  • Bandeiras de Prospecção: busca por metais preciosos
  • Entradas Reais: quando a busca por metais é patrocinada pela coroa portuguesa
  • Monções: busca por metais preciosos através dos rios
  • Sertanismo de contrato: busca pelos escravizados fugidos (contando com a busca por quilombos também).

Héroi?

Dentro da Historiografia, a figura do bandeirante, muitas vezes, é trabalhada como um herói europeu, com costumes mais próximos dos portugueses até mesmo nas vestimentas. Porém, isso é negado ao investigar o caráter dessa figura, mestiça, muitas vezes que se comunicava através do tupi-guarani e tinha muitas desavenças com o colono português, como a Guerra dos Emboabas, por exemplo.

Sobre a mineração, o ouro foi encontrado por bandeirantes no final do século XVII e logo após essa descoberta, muitos imigrantes se deslocaram para a região a fim de explorar esse metal precioso. A coroa tomou algumas providências:

  • 1702 – Intendência das Minas – órgão de fiscalização, administração e cobrança de impostos
  • Quinto – quinta parte do ouro extraído, principal imposto cobrado pela coroa
  • 1720 – Casas de Fundição: transformava o ouro extraído em barras para evitar o contrabando e recolhia o quinto.
  • Finta – Quantidade anual de ouro recolhido pela coroa
  • Derrama – Cobrança forçada da finta quanto não se chegava ao estabelecido pela coroa.

O auge do ouro na região se deu entre 1740 e 1770, arrecadando muitos impostos para a Coroa Portuguesa, que muitos dizem que auxiliou a Revolução Industrial na Inglaterra, já que Portugal era altamente dependente do país.

As “Revoltadas”

Duas revoltas são citadas quando se fala de mineração no Brasil colônia e de cobrança de impostos:

  • Revolta de Filipe dos Santos: Revolta devido à instalação das Casas de Fundição e uma maior fiscalização na cobrança dos impostos e para evitar contrabando
  • Conjuração ou Inconfidência Mineira: Revolta separatista que se inicia com uma ameaça de Derrama na região das Minas.

A região mineradora trouxe uma maior urbanização e com isso surge uma diversidade de atividades econômicas. O comércio intercolonial é permitido para uma melhora no abastecimento, já que a região ficava afastada do litoral, e muitos fazendeiros lucraram com o fornecimento de alimentos para região.

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Até mesmo a mão de obra escravizada sofria variações como o escravo de ganho, aquele que realizava atividades durante o dia (comércio, pequenos reparos, venda de doces, etc) e ao final dava o lucro para o senhor, podendo receber uma parte pelo trabalho.

Em 1729, na região das minas, se descobre diamantes no Arraial do Tijuco (Diamantina) colocando a coroa em plena atenção e criando a Real extração, um órgão responsável pela exploração da região, assim, só poderia entrar com autorização da Coroa, funcionando dessa forma até o Segundo Reinado.

Urbanização dá os primeiros passos

Ainda sobre a urbanização, muitos afirmam sobre uma mobilidade social existente na região das minas, que de fato acontecia, porém não seria tão ampla assim, já que aqueles que tinham mais poder aquisitivo e mais escravos conseguiam mais regiões para explorar o ouro. Em comparação com o Nordeste, nas regiões dos Engenhos de Açúcar, essa mobilidade era sim maior, até mesmo pela diversidade das atividades econômicas.

A crise do ouro se dá ao final do século XVIII com o esgotamento do ouro de aluvião e por não terem melhores tecnologias de exploração, acaba dificultando uma continuidade desse processo.

Espero ter ajudado!

Um beijo, e até a próxima!

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